Portugal enfrenta uma grave crise devido a uma série de tempestades que têm causado danos significativos em várias regiões do país. Desde o final de janeiro, o fenômeno meteorológico conhecido como “comboio de tempestades” tem se intensificado, resultando em condições climáticas extremas como ventos superiores a 200 km/h e chuvas incessantes, que provocaram inundações e danos em infraestruturas essenciais.
A primeira grande tempestade, chamada Kristin, deixou um rastro de destruição, resultando na morte de treze pessoas e deslocando centenas. As áreas mais afetadas incluem Leiria e outras regiões do oeste, onde a queda de árvores e os cortes de eletricidade afetaram gravemente a vida diária dos moradores. Enquanto o país ainda tentava se recuperar, a chegada da tempestade Leonardo complicou ainda mais a situação, causando inundações severas, especialmente em áreas urbanas.
Meteorologistas alertam que a situação poderá piorar com a previsão da tempestade Marta, que deve atingir Portugal nas próximas horas. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) destacou a gravidade da situação, afirmando que a tempestade Kristin foi a mais devastadora que eles já presenciaram.
O governo português declarou estado de calamidade até 15 de fevereiro, permitindo a mobilização de recursos para ajudar a população afetada. Autoridades pedem que a população evite deslocamentos desnecessários e que respeite as orientações sobre segurança. Além disso, a crise climática tem repercussões na agenda política do país, levando ao adiamento das eleições presidenciais em algumas áreas severamente atingidas, enquanto a maior parte do país se prepara para a votação programada para este domingo. As forças de segurança e os serviços de emergência continuam a trabalhar incansavelmente para ajudar aqueles que mais necessitam neste momento crítico.
Origem: Nações Unidas






