Portugal destaca-se como o país europeu com a maior percentagem de mulheres nas equipas de inventores, conforme revela um estudo da Organização Europeia de Patentes (OEP) divulgado recentemente. Apesar do progresso, a pesquisa aponta para uma preocupante “fuga de talentos” femininos, com as mulheres a ocuparem apenas 30% dos pedidos de patentes no país. A média na Europa diminui drasticamente para 13,8%, evidenciando a disparidade de género nas áreas de inovação e tecnologia.
O relatório, que analisa a presença feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), revela que, mesmo que o número de mulheres inventor(a)s esteja a aumentar, a sua representação nas start-ups e descobertas patenteadas ainda é bastante limitada. Assim, a OEP destaca que as mulheres enfrentas barreiras significativas no avanço de suas carreiras, especialmente na transição de cargos académicos para a criação e inovação no setor privado. Apenas 10% dos fundadores de start-ups na Europa são mulheres, evidenciando que a maioria das iniciativas tecnológicas é dominada por homens.
A situação é, no entanto, considerada promissora por especialistas, como Cristina Margarido, examinadora da OEP, que observa um crescimento na presença feminina nas universidades e laboratórios. O relatório conclui que o envolvimento das mulheres na pesquisa está a aumentar, especialmente em áreas como biomedicina e indústria farmacêutica, mas a sua representação em domínios mais técnicos continua a ser baixa. A motivação por trás de suas invenções muitas vezes reflete problemas que afetam as mulheres, sugerindo que a diversidade nas equipas de pesquisa pode ser crucial para inovações mais seguras e inclusivas.
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