O ex-primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho anunciou, na última sexta-feira, durante uma conferência na Faculdade de Economia do Porto, que não se apresentará como candidato nas próximas eleições. Passos Coelho, que liderou o Partido Social Democrata (PSD) de 2010 a 2016, usou a ocasião para enviar uma mensagem clara ao atual líder da formação, Luís Montenegro, frisando que os cidadãos esperam uma mudança significativa na governação.
Segundo o ex-líder, é vital que o PSD se reposicione, de forma a responder às expectativas dos portugueses, que, segundo ele, estão cansados da atual situação política. “As pessoas anseiam por um governo que não apenas escute, mas que atue de forma a promover verdadeiras mudanças”, afirmou Passos Coelho.
A sua decisão de não se candidatar provoca especulações sobre o futuro do partido e das próximas eleições, agendadas para 2026. Montenegro, que já enfrentou desafios internos e externos, agora terá a responsabilidade de unir as diversas facções do PSD e apresentar uma alternativa viável aos eleitores.
O evento atraiu a atenção de militantes, políticos e da imprensa, que aguardavam declarações sobre o futuro político de Passos Coelho. O ex-primeiro-ministro termina assim um capítulo importante na sua carreira política, deixando um legado que inclui a implementação de austeridade durante a crise financeira que Portugal enfrentou.
Origem: JPN Universidade do Porto






