Nos últimos dias, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, intensificou suas reuniões com representantes de países do Golfo Pérsico em um esforço para abordar a escalada do conflito na região e as urgentes atividades militares em curso. Em uma mensagem divulgada por seu porta-voz, Stephane Dujarric, Guterres enfatizou a necessidade de retomar o diálogo para restaurar a estabilidade regional. O porta-voz destacou a importância da diplomacia e do respeito ao direito internacional, especialmente em relação à liberdade de navegação, em meio a preocupações com relatos de fechamento do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas. Dujarric advertiu que um eventual fechamento dessa via navegável internacional poderia ter implicações globais, particularmente para a economia mundial.
Em relação ao Líbano, Guterres expressou profunda preocupação com a situação da população, que se encontra em meio a um renovado conflito. Nas últimas 48 horas, mais de 50 pessoas perderam a vida e centenas ficaram feridas devido a ataques israelenses em várias regiões do país, incluindo os subúrbios de Beirute. A situação é ainda mais alarmante para os profissionais de saúde, com três paramédicos mortos enquanto prestavam socorro às vítimas de um ataque aéreo. A ONU informou que a população civil está enfrentando consequências devastadoras, com muitos civis sendo forçados a fugir de suas casas, levando apenas o essencial.
Desde o início das hostilidades, até 80 mil pessoas buscaram abrigo em instalações coletivas no Líbano. As equipes de resposta rápida da ONU estão em ação, avaliando as necessidades humanitárias e distribuindo suprimentos de emergência nas áreas mais afetadas. Até agora, mais de 20 mil deslocados receberam refeições quentes, enquanto outros 15 mil receberam alimentos prontos para o consumo. Além disso, estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham deixado Teerã nos primeiros dias após os recentes ataques, com um fluxo de veículos significativos em direção ao norte, conforme dados da Polícia Rodoviária do Irã. A comunidade internacional observa atentamente a situação, na esperança de que as iniciativas diplomáticas levem a uma redução das hostilidades e a um alivio para as populações afetadas.
Origem: Nações Unidas






