As Nações Unidas anunciaram a criação de uma força-tarefa dedicada a enfrentar as consequências humanitárias das interrupções no comércio marítimo no Estreito de Ormuz, que têm ocorrido desde o início do conflito no Irã em 28 de fevereiro. O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, destacou que as interrupções têm o potencial de gerar efeitos em cascata que comprometerão tanto as necessidades humanitárias quanto a produção agrícola nas próximas semanas.
O secretário-geral, António Guterres, enfatizou a urgência da situação e designou Jorge Moreira da Silva, subsecretário-geral e diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), para liderar a nova força-tarefa. O grupo contará com a participação de representantes da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), da Organização Marítima Internacional (OMI) e da Câmara de Comércio Internacional, com a possibilidade de incluir mais entidades conforme as necessidades surgirem.
Inspirada em estruturas já existentes, como o Mecanismo de Verificação, Inspeção e Monitoramento das Nações Unidas para o Iémen e a Iniciativa de Grãos do Mar Negro, a nova iniciativa visa facilitar o comércio de fertilizantes e a movimentação de matérias-primas, sempre respeitando a soberania nacional e os marcos jurídicos internacionais. O enviado pessoal de Guterres, Jean Arnault, assumirá um papel ativo no engajamento político com os Estados-membros envolvidos, enquanto a força-tarefa dará suporte a esse trabalho.
As expectativas são altas de que essa iniciativa não apenas atenda às necessidades imediatas geradas pela crise, mas também fomente a confiança entre os Estados-membros, promovendo uma abordagem diplomática e representando um passo significativo em direção a uma solução política mais abrangente para o conflito em andamento.
Origem: Nações Unidas






