Nesta segunda-feira, durante a abertura da sessão de 2026 do Comitê Especial sobre Descolonização (C-24), o secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou a importância de um compromisso renovado para erradicar o domínio colonial. Desde 1945, mais de 80 ex-colônias, representando cerca de 750 milhões de pessoas, obtiveram sua independência. Contudo, 17 Territórios Não Autônomos continuam sob a supervisão da ONU, abrigando quase dois milhões de habitantes, conforme informações da Organização.
Guterres destacou que a descolonização sempre foi um objetivo fundamental da ONU, enfatizando os efeitos nocivos do legado colonial que ainda ressoam em formas de racismo, desigualdade e exclusão dos processos decisórios. O C-24, estabelecido em 1961, tem a finalidade de monitorar o avanço na concessão de autonomia para os territórios que ainda não alcançaram a independência, conforme estipulado no Capítulo XI da Carta das Nações Unidas.
O secretário-geral também alertou sobre as crescentes ameaças climáticas que muitos desses territórios enfrentam, especialmente as pequenas ilhas, que estão vulneráveis à elevação do nível do mar, erosão costeira e eventos climáticos extremos. Em resposta a essa realidade, Guterres urgiu para que a resiliência e a adaptação às mudanças climáticas sejam colocadas como prioridades nas discussões do Comitê.
Por fim, o líder da ONU delineou três prioridades para guiar o processo de descolonização. Ele enfatizou a necessidade de um diálogo inclusivo que abranja Territórios Não Autônomos, Potências Administradoras e Estados-membros, assim como o papel crucial dos jovens na formação de um futuro inclusivo e produtivo. Além disso, Guterres reiterou a urgência da ação climática, principalmente para os territórios insulares que enfrentam sérios riscos existenciais.
Origem: Nações Unidas






