O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, está em uma visita crucial à República Democrática do Congo e Ruanda, com o objetivo de buscar soluções para a crescente crise de refugiados na região. Durante sua estadia na RD Congo, Grandi se encontrou com o presidente Félix Tshisekedi e outros ministros de Estado, destacando a importância da cooperação entre os dois países em relação aos deslocados.
A viagem ocorre em um momento oportuno, após os recentes processos de paz entre RD Congo e Ruanda. Grandi enfatizou que o retorno dos refugiados deve ser um processo gradual e que não será uma solução imediata. Em entrevista à Rádio Okapi, ele ressaltou que a repatriação deve depender da evolução do processo político na região.
Dados da Agência da ONU para Refugiados mostram que, nos últimos três anos, mais de 1,3 milhão de refugiados congoleses foram registrados em países vizinhos como Ruanda, Burundi e Uganda. Entretanto, até o momento, apenas 13,4 mil conseguiram retornar para suas terras de origem.
Além das questões de repatriação, Grandi destacou as condições precárias de vida enfrentadas por muitos refugiados e deslocados. Ele apelou por ações coordenadas que garantam um retorno voluntário e seguro, denunciando a necessidade de proteção para aqueles que escolhem voltar para casa. O Acnur continuará a desempenhar um papel facilitador, focando nas garantias jurídicas e na autonomia de cada refugiado para tomar sua decisão.
Origem: Nações Unidas