Nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou dois relatórios globais que ressaltam a necessidade urgente de os governos aumentarem a tributação sobre bebidas açucaradas e alcoólicas. De acordo com a OMS, sistemas fiscais insuficientes permitem que produtos prejudiciais à saúde permaneçam facilmente disponíveis nos mercados, ao mesmo tempo em que os custos associados a doenças evitáveis continuam a crescer de forma alarmante.
Os documentos indicam que a baixa tributação sobre esses produtos tem sido um dos fatores que contribuem para o aumento do consumo, resultando na intensificação de problemas de saúde relacionados, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, que afetam especialmente crianças e jovens adultos. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou que a imposição de impostos sobre produtos nocivos é uma das ferramentas mais eficazes para fomentar a saúde pública e prevenir doenças, além de gerar recursos que podem ser usados em serviços essenciais de saúde.
Os dados revelam que, embora pelo menos 116 países já tenham implementado impostos sobre bebidas açucaradas, muitos produtos com alto teor de açúcar, como sucos de frutas e bebidas lácteas adoçadas, continuam isentos. No setor de bebidas alcoólicas, 167 países aplicam alguma forma de tributação, mas os preços não têm acompanhado a inflação nem o crescimento da renda, tornando o álcool mais acessível em várias regiões.
A OMS também divulgou que há um apoio crescente entre a população para um aumento significativo desses impostos, conforme indicado por uma pesquisa de 2022. Com isso, a organização incentiva os países a adotar a iniciativa “3 por 35”, que busca aumentar os preços reais do tabaco, álcool e bebidas açucaradas até 2035, visando reduzir sua acessibilidade ao longo do tempo.
Origem: Nações Unidas






