O câncer de colo do útero permanece como um dos desafios de saúde pública mais significativos do século XXI, afetando a vida de mulheres em todo o mundo. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 660 mil casos foram diagnosticados em 2022, com cerca de 350 mil mortes registradas devido a complicações relacionadas à doença. A infecção persistente por tipos de alto risco do vírus do papiloma humano (HPV) é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer, contribuindo para quase 99% dos casos.
Embora muitas infecções por HPV desapareçam sem causar sintomas, a detecção e o tratamento precoce são cruciais. A OMS enfatiza que a maioria dos casos é evitável através da vacinação e do rastreio regular, práticas que podem reduzir significativamente os índices de incidência do câncer. A vacinação contra o HPV e o tratamento de lesões pré-cancerosas são destacados como fundamentais na luta contra a doença.
O câncer de colo do útero é classificado como o quarto mais comum entre as mulheres, e quando diagnosticado em estágios iniciais, possui altas taxas de tratamento bem-sucedido. Mesmo em situações de diagnóstico tardio, o tratamento adequado e os cuidados paliativos podem proporcionar um melhor controle da doença e qualidade de vida para as pacientes. O acesso oportuno a serviços de saúde é, portanto, uma prioridade para garantir melhores resultados clínicos.
Em resposta a essa crise global, a OMS lançou, em 2018, um apelo para a eliminação do câncer do colo do útero, propondo uma estratégia que inclui metas claras a serem alcançadas de 2020 a 2030. Essa estratégia foi desenvolvida em colaboração com Estados-Membros e parceiros da ONU, buscando mobilizar esforços em âmbito internacional para transformar o câncer do colo do útero em um problema de saúde pública controlável.
Origem: Nações Unidas






