Na madrugada desta quinta-feira, Dnipro, Kyiv e Odessa, algumas das maiores cidades da Ucrânia, foram alvo de um ataque massivo por parte das Forças Armadas russas. Mathias Schmale, coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, foi despertado pelo som das explosões enquanto estava hospedado em um hotel em Dnipro, onde realizava uma missão com as equipes da ONU.
As autoridades ucranianas informaram que, ao longo do dia anterior e durante a noite, cerca de 700 drones russos foram lançados, além de 19 mísseis balísticos e de cruzeiro, muitos dos quais tinham como alvo a capital, Kyiv. As defesas aéreas do país conseguiram interceptar 636 drones e vários mísseis, mas alguns lograram atingir prédios residenciais, resultando em numerosas vítimas. Até o momento, dezenas de vítimas fatais foram confirmadas, incluindo um menino de apenas 12 anos, e cerca de 100 pessoas ficaram feridas. Esse número tende a aumentar à medida que as operações de resgate continuam.
Em sua declaração, Schmale ressaltou que, para muitas comunidades, esses ataques não são mais eventos isolados, mas sim parte da rotina diária de vida. Ele observou que, em Dnipro e outras cidades, os moradores passaram a sofrer com noites de bombardeios intensos, enquanto Odesa enfrenta uma ameaça quase constante de ataques, afetando até mesmo localidades distantes da linha de frente.
As condições são alarmantes. Famílias têm visto suas casas danificadas ou destruídas rapidamente, forçando-as a buscar abrigo em locais temporários ou a garantir conforto às crianças aterrorizadas pelos incessantes alarmes e explosões. Os primeiros socorristas que chegam ao local para auxiliar as vítimas também estão se tornando alvos, refletindo os riscos elevados que enfrentam, juntamente com os trabalhadores humanitários.
Schmale fez um apelo urgente para que esse “ciclo de violência” cesse, pedindo a todos os envolvidos que permitam que os civis vivam suas vidas em segurança e dignidade. A situação na Ucrânia continua a ser crítica, com o impacto do conflito refletindo-se na vida cotidiana de milhões de pessoas.
Origem: Nações Unidas






