No setor financeiro, a Inteligência Artificial (IA) evolui rapidamente de mera “prova de conceito” para uma ferramenta vital que impacta eficiência operacional, receitas e controle de risco. Essa mudança é evidenciada no recente relatório “State of AI in Financial Services” da NVIDIA, que entrevistou mais de 800 profissionais do setor globalmente.
O relatório destaca que instituições financeiras, como bancos e seguradoras, estão escalando aplicações conhecidas de IA, como combate à fraude, gerenciamento de riscos e atendimento ao cliente, ao mesmo tempo em que exploram novas possibilidades com a IA generativa e agentes autônomos.
Os números são impressionantes: 89% dos entrevistados afirmam que a IA contribui para aumentar receitas ou reduzir custos, enquanto 65% das organizações já utilizam IA ativamente, um aumento significante em relação a 45% no ano anterior. Além disso, 61% dos participantes estão usando ou avaliando IA generativa, e quase 100% esperam que o orçamento destinado à IA aumente ou permaneça estável.
Um dos pontos-chave do relatório é o crescimento do open source, visto como uma estratégia essencial para evitar a dependência de fornecedores em um ambiente tecnológico em constante mudança. Mais de 80% dos participantes consideram o open source relevante para suas estratégias de IA, permitindo melhor ajuste de modelos e redução de custos.
Os agentes de IA, que já estão em fase de adoção, prometem automatizar tarefas que anteriormente exigiam extensa coordenação humana, como operações internas e processamento de documentos. Contudo, sua implementação traz o desafio de reforçar controles de segurança e monitoramento para evitar erros e garantir a conformidade regulatória.
Além disso, o relatório sugere que as instituições financeiras estão investindo em infraestrutura híbrida, combinando soluções em nuvem e locais (on-premises) para gerenciar as cargas de IA de maneira eficiente, considerando a necessidade de segurança e desempenho.
Por fim, o documento destaca a urgência de adoção da IA: as empresas que não implementarem essas tecnologias correm o risco de ficarem para trás em termos de produtividade, controle sobre fraudes e experiência do cliente, transformando a IA em um “motor” de eficiência mensurável e não apenas em uma inovação.
As conclusões do relatório configuram um cenário onde a adaptabilidade e a evolução são cruciais para o futuro do setor financeiro, ressaltando a importância de treinar capacidades internas para garantir a competitividade no mercado.





