O Ministério Público do Porto iniciou um novo inquérito que visa investigar uma suposta discrepância entre o valor atribuído à casa do primeiro-ministro Luís Montenegro em Espinho e as faturas apresentadas pelos empreiteiros responsáveis pela sua construção. A notícia foi divulgada pelo jornal Expresso na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, e surge após o arquivamento de um primeiro processo-crime em 2024, que investigava alegados benefícios fiscais relacionados à moradia. O novo inquérito se concentra em suspeitas de fraude fiscal, levantando questões sobre a legalidade dos custos associados à obra.
Em janeiro, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto já havia ouvido Rui Mota Oliveira, engenheiro da construção da moradia, e José Marco da Cunha Rodrigues, o construtor civil que demoliu a edificação anterior. Embora o Expresso tenha tentado obter declarações dos empresários, não houve retorno. Por outro lado, o primeiro-ministro não respondeu antes do fechamento da edição sobre seu conhecimento do caso ou se foi contatado para esclarecimentos.
A Procuradoria-Geral da República confirmou ao semanário a existência de uma investigação em curso, mas não forneceu detalhes adicionais. O inquérito inicial sobre a casa de Montenegro, encerrado em dezembro de 2024, concluiu que os benefícios fiscais obtidos foram concedidos de forma legítima. Contudo, o novo inquérito está a focar-se na construção do imóvel em si, indicando que pagamentos relacionados a essa obra são agora alvo de análise pelas autoridades competentes.
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