O mural ‘Calypso’, da artista lisboeta Patrícia Mariano, foi nomeado para o prêmio de melhor street art do mundo e está em votação online até 14 de janeiro na plataforma Street Art Cities. A obra, situada na empena de um prédio no Bairro da Bela Flor, em Campolide, destaca-se pela sua inspiração na mitologia greco-romana e pelo uso predominante de tons de azul, que conferem uma sensação de frescura e leveza. Esta nomeação é uma continuação do reconhecimento que ‘Calypso’ recebeu ao ser eleita a melhor obra do mês em junho, representando um passo significativo na carreira de Patrícia.
A artista, que aos 37 anos consegue conciliar sua habilidade com um profundo significado, expressou sua satisfação com a nomeação. Segundo o Público, Patrícia considera essa distinção não só uma realização pessoal, mas também uma vitória para Portugal no cenário global da arte urbana. A obra, que levou dez dias para ser finalizada sob altas temperaturas, mede impressionantes 14 por 10 metros. Ao empregar sua técnica de pincel, ela conseguiu criar uma conexão emocional entre o mural e o espectador, refletindo uma narrativa que explora o mundo aquático e a harmonia entre a figura da ninfa do mar e os elementos da natureza.
O mural foi criado durante o festival Muro 2025, um evento que promove a arte urbana e foi organizado pela Galeria de Arte Urbana da Câmara de Lisboa. De acordo com Hugo Cardoso, coordenador da GAU, a nomeação de ‘Calypso’ destaca o impacto crescente que a arte urbana está tendo na sociedade, elevando a visibilidade dos artistas e das cidades. Apesar do receio inicial de alguns moradores, Patrícia Mariano observa como a sua arte tem sido cada vez mais bem recebida pela comunidade, e espera que a sua vitória na categoria global simbolize uma celebração do talento português no panorama internacional da arte urbana.
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