Durante um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, denunciou a “total impunidade” diante das mortes em conflitos armados pelo mundo, destacando que o número de vítimas se tornou apenas uma estatística sem uma face humana. Horta, que é Prêmio Nobel da Paz, enfatizou a gravidade da situação ao mencionar que 2025 registrou o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, citando a desumanização dos números de mortos, especialmente de crianças e mulheres em regiões devastadas como Gaza e Sudão.
Horta também trouxe para o debate a voz de jovens timorenses, que enviaram perguntas aos líderes mundiais, com a esperança de que isso provocasse reflexões sobre a necessidade de paz global. Além de abordar a crise humanitária, ele colocou em pauta a liderança na ONU, pedindo uma mudança histórica com a eleição de uma mulher para o cargo de secretário-geral, 80 anos após a fundação da organização. O presidente acredita que essa mudança poderia abrir novos caminhos na diplomacia e promover uma maior sensibilidade às questões humanitárias.
O atual processo de seleção para o novo secretário-geral, que deve assumir em janeiro de 2024, está em andamento e já conta com quatro mulheres e três homens na disputa. O Conselho de Segurança tem realizado discussões sobre os candidatos, mas a ênfase de Horta foi clara: é chegada a hora de uma mulher liderar, refletindo as muitas qualidades e capacidades femininas no mundo atual. As esperanças de Horta ressoam em um momento crítico, onde a paz e a dignidade humana precisam ser redimensionadas nas prioridades globais.
Origem: Nações Unidas




