A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (Unmiss) tem desempenhado um papel fundamental na proteção das comunidades em um país que enfrenta uma crise humanitária severa, onde 9,3 milhões de pessoas necessitam de assistência. O tenente-general Mohan Subramanian, comandante da força de paz da Unmiss, revelou em entrevista à ONU News que, nos últimos três anos, a missão conseguiu salvar mais de 162 mil vidas, abordando não apenas a violência, mas também os impactos das mudanças climáticas.
A mission tem se dedicado à construção de abrigos seguros e estradas, facilitando a mobilidade e a atividade econômica, além de oferecer cuidados de saúde de emergência. Esses esforços incluem campanhas de vacinação e suporte a escolas e hospitais, demonstrando um comprometimento com o desenvolvimento das comunidades locais.
Entretanto, apesar do apoio da Unmiss, o Sudão do Sul permanece em uma situação de instabilidade. Subramanian alertou que o país está “perigosamente mais próximo de uma guerra civil” do que há alguns anos, com o acordo de paz de 2018 sob pressão devido a conflitos entre o presidente Salva Kiir e seu vice-presidente Riek Machar. A estabilidade política e a realização de eleições dependem de múltiplas partes, principalmente do governo local e de sua disposição política.
Nos últimos anos, a propagação de desinformação se tornou uma ameaça significativa à missão. Em 2022, esse fenômeno era praticamente inexistente, mas agora representa um dos principais desafios enfrentados pela Unmiss, com campanhas alegando falsamente que a missão apoia facções armadas. Essas narrativas não só comprometem a proteção dos civis, mas também o auxílio humanitário fundamental.
Embora a opinião pública global nem sempre seja favorável às missões de paz, Subramanian acredita que elas são essenciais para alcançar uma paz sustentável. Ele enfatizou que retirar esse instrumento sem uma alternativa equivalente seria um erro, reafirmando a importância das missões da ONU no contexto de conflitos atuais.
Origem: Nações Unidas






