Nesta terça-feira, a Missão de Apuração de Fatos sobre o Irã expressou a preocupação pela falta de representantes no país para coletar dados referentes a um recente ataque a uma escola de meninas, que resultou na morte de 168 crianças. Em uma coletiva de imprensa em Genebra, Max du Plessis, um dos integrantes da Missão, afirmou que os especialistas continuam sem acesso ao Irã, embora tenham solicitado repetidamente a entrada no país.
Ele enfatizou a importância de acompanhar as notícias do ataque, que se tornou uma prioridade nas avaliações da equipe. Além disso, Max du Plessis destacou o impacto negativo do bloqueio da internet, que isola a população e restringe o acesso à informação e conectividade.
A situação no Irã é marcada por incertezas e caos gerados pelo conflito em curso. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que aproximadamente 1,3 mil pessoas já perderam a vida, incluindo mais de 200 crianças e 200 mulheres, enquanto o número total de feridos ultrapassa 9 mil. O cenário de violência também resultou na morte de oito profissionais de saúde, e outras duas mortes foram confirmadas entre os profissionais de saúde em Israel.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, relatou danos em pelo menos 20 escolas, e a Unesco expressou preocupação com os ataques a sítios do patrimônio cultural, com quatro dos 29 locais afetados desde o início da guerra. A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) quantifica em até 3 milhões o número de deslocados ou pessoas que fugiram de suas casas à procura de segurança.
Com os confrontos ainda em andamento entre as milícias do Hezbollah e as forças israelenses no Líbano, as necessidades humanitárias aumentam significativamente. Na terceira semana da crise, 830 mil pessoas já foram deslocadas, incluindo cerca de 290 mil crianças, com a contagem de crianças mortas chegando a 107 e 331 feridas.
As agências da ONU estão intensificando a ajuda de emergência, mas a insegurança alimentar e a pressão sobre sistemas de saúde já debilitados se agravam com o aumento dos deslocamentos. O escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, Unops, alertou sobre a iminente falência dos serviços públicos essenciais na Gaza e na Cisjordânia, necessárias para o fornecimento de cuidados de saúde e tratamento de água.
A crise, que afeta o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, pode impactar seriamente o comércio global, resultando em aumento dos preços de alimentos e intensificando as pressões sobre os sistemas de saúde. As preocupações com os mercados de energia e transporte marítimo se ampliam à medida que os custos de energia e transporte devem subir, ameaçando elevar os preços de alimentos e prejudicar os mais vulneráveis na região.
Origem: Nações Unidas






