Micron Technology inaugura sua primeira planta de montagem e testes de semicondutores na Índia
A Micron Technology, gigante do setor de memória, acaba de abrir as portas de sua primeira planta de montagem e teste de semicondutores na Índia, localizada em Sanand, Gujarat. Este passo marca uma nova era para a indústria indiana, que visa fortalecer sua presença na cadeia global de suprimentos de chips, especialmente em um contexto onde a demanda por memória e armazenamento, impulsionada pela Inteligência Artificial, continua a crescer.
A instalação, que representa uma abordagem estratégica em direção à descentralização da produção, permitirá à Micron transformar wafers avançados de DRAM e NAND, fabricados em sua rede global, em produtos finais prontos para clientes ao redor do mundo. Diferente de uma fábrica de wafers, essa nova unidade focará exclusivamente em montagem, testes e embalagem, etapas essenciais para o cumprimento dos prazos de entrega.
Com mais de 500.000 pés quadrados (aproximadamente 46.452 m²), a planta se destaca como um dos maiores centros de montagem e teste do mundo, já começando a produção comercial e certificada com a norma ISO 9001:2015. O primeiro envio de módulos de memória “Made in India” foi entregue para a Dell Technologies, reforçando a importância estratégica da nova instalação.
O investimento total no projeto soma cerca de 2,75 bilhões de dólares, com a participação da Micron e do governo indiano. A inauguração contou com a presença de Sanjay Mehrotra, CEO da Micron, e do primeiro-ministro Narendra Modi, bem como de outros líderes políticos, ressaltando a relevância geopolítica do setor de semicondutores neste momento.
A Micron vislumbra um futuro promissor, com expectativas de montagem e testes de dezenas de milhões de chips em 2026 e centenas de milhões em 2027, manifestando sua confiança na planta como um importante hub de produção em meio à crescente demanda impulsionada pela AI.
Além disso, a empresa se comprometeu com a formação de talentos locais, em parceria com universidades e instituições, visando capacitar a força de trabalho para funções avançadas, ao mesmo tempo em que implementa tecnologias sustentáveis na construção da fábrica. O projeto não só visa estabilizar a cadeia de suprimentos dentro da Índia, mas também sinaliza uma nova fase na autossuficiência do país em relação à produção de chips.






