Cerca de 200 mediadores socioculturais da AIMA (Associação de Intervenção e Mediação Artística) realizarão uma greve na próxima segunda-feira, dia 30 de março, em protesto contra as condições laborales precárias e para exigir a integração nos quadros da instituição. De acordo com a FNSTPS (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais), a adesão à greve deverá “rondar os 100%”, refletindo a insatisfação generalizada entre os profissionais.
Os mediadores afirmam que, atualmente, estão a ser exigidos a desempenhar funções que ultrapassam os limites do seu trabalho sem a devida compensação monetária ou estabilidade contratual. “Nós não estamos a fazer funções de mediação”, declarou um representante da categoria, enfatizando que a situação laboral tem gerado um clima de insegurança e desmotivação.
A greve será uma oportunidade para os mediadores chamarem a atenção do público e das autoridades para a necessidade urgente de regulamentação do setor e de reconhecimento do seu papel na sociedade. Os organizadores esperam que a ação resulte em mudanças significativas e eficazes que garantam melhores condições de trabalho e a valorização dos profissionais.
Os mediadores já realizaram manifestações em outras ocasiões, mas a expectativa é que esta greve mobilize ainda mais apoio da comunidade e crie um impacto visível nas ações da AIMA. Convidam todos os interessados a se juntarem à causa, destacando que a luta é por justiça e equidade no trabalho.
Origem: JPN Universidade do Porto




