O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou que a garantia pública para a compra de casa por jovens até 35 anos beneficiou 23 mil pessoas, com a recente aprovação de um reforço financeiro para a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco CTT. No entanto, os dados mostram que a maior parte do montante disponível já foi alocada aos bancos, com menos de 90 milhões de euros ainda por distribuir. Até agora, apenas um caso de ativação dessa garantia foi registado na CGD.
De acordo com o ECO, quatro instituições financeiras — CGD, Santander, BPI e BCP — concentram mais de 82% do montante já disponibilizado, enquanto outras 15 entidades partilham o restante. Até o momento, 1.460 milhões de euros dos 1.550 milhões reservados pelo Estado para financiar até 100% da habitação jovem estão praticamente nas mãos dos bancos, resultando numa taxa de alocação impressionante de 94%.
Recentemente, o governo aprovou a injeção de 250 milhões de euros para a CGD e 25,8 milhões de euros para o Banco CTT, mas os dados do Banco de Portugal indicam que os jovens apenas utilizaram 626 milhões de euros em contratos de crédito até novembro, o que equivale a pouco mais da metade do valor que foi entregue aos bancos. Embora existam apenas relatos de um caso de incumprimento, onde a garantia foi ativada, há uma crescente preocupação com a situação financeira de vários jovens compradores.
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