Em 2024, três quartos dos portugueses, ou seja, 74%, residiam em casa própria, a maioria das quais em moradias, de acordo com um relatório recente divulgado pelo Eurostat. Este estudo revelou que as habitações em Portugal têm uma média de 1,7 assoalhadas por habitante e são ocupadas por cerca de 2,4 pessoas, refletindo uma tendência predominantemente familiar nas moradias do país. Esses dados destacam a importância do setor imobiliário e o padrão de propriedade habitacional entre os cidadãos portugueses.
Entretanto, o relatório também trouxe à tona uma inquietante realidade social: 15,7% da população em Portugal enfrenta dificuldades para aquecer suas casas adequadamente, uma taxa significativamente superior à média da União Europeia, que é de 9,2%. Com isso, Portugal ocupa a quarta maior taxa de população em risco de ficar sem aquecimento, atrás de países como Bulgária e Grécia. Este desafio evidencia as condições de vida que afetam uma parte considerável da população portuguesa, revelando a necessidade urgente de políticas que promovam a habitação acessível e o aquecimento adequado das residências.
No panorama europeu, a situação habitacional varia bastante entre os Estados-membros. Enquanto a Alemanha é o país com a maior proporção de residentes em casas arrendadas, com 53%, a Roménia lidera como a nação com a maior taxa de proprietários, com 94%. No que se refere ao tipo de habitação, as moradias são o formato predominante em dois terços dos países da União Europeia, com Portugal alinhando-se a essa tendência, embora enfrente desafios significativos relacionados à qualidade de vida e à satisfação das necessidades básicas da população.
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