Os quatro principais bancos que operam em Portugal – Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander e BPI – relataram lucros agregados de 4.398 milhões de euros em 2025, representando um aumento de 5% em relação a 2024. Este crescimento é sobretudo atribuído aos resultados recorde da CGD e do BCP, que atingiram os maiores lucros da sua história, com a CGD a apresentar 1.904 milhões de euros e o BCP a 1.018,6 milhões de euros, marcando um crescimento de 10% e 12,4%, respetivamente. O desempenho do setor bancário português continua a surpreender, já que a expectativa inicial era de que os lucros caíssem devido à queda das taxas de juro.
Enquanto o Santander Totta avançou com lucros de 963,8 milhões de euros, um aumento modesto de 0,5% face ao ano anterior, o BPI reportou uma queda significativa de 13%, com lucros a cifrar-se em 512 milhões de euros. A manutenção de uma margem financeira robusta, somada ao aumento das comissões e à reversão de algumas imparidades, tem sido fundamental para sustentar os lucros, apesar do ambiente de taxas de juro em queda. Além disso, o governo devolveu o adicional de solidariedade, considerado inconstitucional, o que também favoreceu as contas dos bancos.
No entanto, a situação é diferente para os bancos de média dimensão. O Banco Montepio anunciou lucros de 103,8 milhões de euros, uma queda de 5,6% em comparação com 2024, enquanto o Crédito Agrícola reportou uma diminuição de 30% nos lucros até setembro, totalizando 241,6 milhões de euros. Com a expectativa dos resultados do Novo Banco, o setor pode ainda alcançar um novo recorde em 2025, dependendo do desempenho deste último, que até agora apresentou resultados estabilizados em 610,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.
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