O conflito em andamento no Oriente Médio tem causado consequências devastadoras, com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reportando que quase 700 mil pessoas foram deslocadas no Líbano. Entre elas, muitas são crianças que enfrentam uma realidade alarmante. Somente desde o início de março, pelo menos 83 crianças perderam a vida e 254 ficaram feridas devido ao aumento da violência. Os números revelam que, em média, mais de 10 crianças têm morrido diariamente na última semana.
Dentre os deslocados, cerca de 200 mil são crianças, somando-se a uma população já afetada por ciclos anteriores de violência. Em uma resposta rápida, o Ministério de Assuntos Sociais do Líbano revelou que, em apenas um dia, meio milhão de pessoas se auto registraram em uma lista de deslocados para facilitar o processo de assistência financeira a ser liderado pelo governo.
As autoridades libanesas estão se mobilizando para preparar novos abrigos coletivos, em colaboração com organizações humanitárias, enquanto continuam a ocorrer ordens de deslocamento forçado, particularmente em resposta às operações militares de Israel. A assistência humanitária é coordenada pelo Escritório da ONU de Assistência Humanitária (Ocha), que busca proporcionar ajuda em áreas com acesso limitado.
Na sequência de uma recente operação militar em Nabi Sheet, que resultou em 41 mortes e 40 feridos, a comunidade humanitária está sob pressão intensa. Para enfrentar a crise alimentar, o governo libanês lançou um programa emergencial em parceria com o Programa Mundial de Alimentos (WFP), visando apoiar a crescente população de deslocados.
Adicionalmente, a ONU alertou sobre o aumento exponencial nos preços de alimentos e combustíveis, exacerbado pela escalada da violência, o que pode levar a uma crise alimentar ainda mais grave em comunidades vulneráveis. Na Faixa de Gaza, a situação é igualmente crítica, com a ONU destacando um ambiente extremamente desafiador e urgindo por ações que garantam a proteção dos civis, o acesso humanitário irrestrito e financiamento sustentável para evitar um colapso ainda maior.
Origem: Nações Unidas






