O município de Leiria anunciou a compra de 13 casas pré-fabricadas, num investimento que ronda meio milhão de euros, para acolher as famílias desalojadas pela depressão Kristin. O presidente Gonçalo Lopes afirmou que as novas habitações são uma solução necessária para lidar com a situação crítica em que muitas pessoas se encontram, algumas delas abrigadas em condições precárias. A iniciativa surge após a reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, onde foram discutidas as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos afetados.
Gonçalo Lopes explicou que muitos desalojados estão a viver temporariamente em casas de familiares, pavilhões ou até mesmo nas suas próprias residências, que não têm condições adequadas para habitação, especialmente com o agravamento das condições meteorológicas. Ele enfatizou a urgência em encontrar soluções de médio prazo, em vez de alternativas temporárias, para garantir a segurança e o bem-estar das famílias afetadas. Desde a chegada da depressão, a autarquia já tinha realojado 28 pessoas em lares e outras estruturas.
O mau tempo que assolou a região causou uma onda de destruição, incluindo a destruição de casas e empresas, quedas de árvores, interrupção de serviços de transporte e cortes de energia. O Governo, reconhecendo a gravidade da situação, decretou estado de calamidade até 15 de fevereiro e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode chegar a 2,5 mil milhões de euros. Os distritos mais afetados, como Leiria, Coimbra e Santarém, enfrentam graves consequências, incluindo o registro de dez mortes atribuídas às condições climáticas adversas.
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