Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), ainda tem um ano e meio de mandato, mas está prestes a deixar o cargo sem ter conseguido implementar um de seus grandes projetos: o euro digital. Desde que assumiu a presidência, Lagarde anunciou a intenção de lançar uma moeda virtual que complementaria o dinheiro em papel na zona do euro. Em 2021, ela estabeleceu um prazo de cinco anos para o projeto, mas a implementação agora está prevista para 2029 devido a diversos obstáculos técnicos, políticos e econômicos que têm atrasado o processo.
O euro digital visa fornecer uma forma de pagamento adicional que seria gratuita, pública e rastreável, com a promessa de segurança e privacidade nas transações. Apesar das vantagens potenciais, como a redução da dependência de provedores de pagamento privados e a ampliação das opções de pagamento para os cidadãos, o projeto enfrenta resistência, principalmente em países onde a população ainda é muito ligada ao uso de dinheiro físico. Especialistas ressaltam que a adoção dependerá da aceitação pública e das condições oferecidas pelos bancos, além de alertar sobre a necessidade de uma infraestrutura segura e fácil de usar.
Recentemente, o Parlamento Europeu deu um passo adiante ao apoiar o desenvolvimento do euro digital, com uma votação favorável de 443 votos. Contudo, o BCE desafiou que a implementação final ainda depende de um quadro legislativo que está em andamento e que também precisa ser aprovado por outros órgãos da União Europeia. Os atrasos na implementação do euro digital são atribuídos à burocracia europeia e à complexidade do projeto, que levanta questões delicadas, como a estabilidade do sistema financeiro e a privacidade nos pagamentos, o que exige um consenso entre os países para evitar efeitos indesejados.
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