Neste sábado, o Dia Internacional da Língua Materna destaca a importância da diversidade linguística e do multilinguismo, com a ONU enfatizando que esses elementos são fundamentais para a inclusão social e o acesso igualitário à educação. Celebrada desde 1999, a data também chama a atenção para os desafios que milhões de estudantes enfrentam globalmente, especialmente entre jovens indígenas, migrantes e de minorias linguísticas.
Para 2026, a ONU propõe o tema “Vozes jovens na educação multilingue”, refletindo transformações significativas no panorama linguístico impulsionadas pela migração e tecnologia. Os jovens são considerados protagonistas nesse processo, defendendo e revitalizando suas línguas, além de criar conteúdos digitais que promovem a diversidade linguística.
Ainda assim, a ONU observa que cerca de 40% dos alunos no mundo não têm acesso à educação em suas línguas maternas, o que impacta desproporcionalmente certos grupos. Essa realidade ressalta a necessidade urgente de políticas educacionais que promovam a educação multilingue como um meio de inclusão e aprendizado efetivo.
A Unesco alerta sobre o rápido desaparecimento de línguas, com uma nova língua sendo extinta a cada duas semanas, levando à perda de patrimônio cultural e intelectual. No entanto, a ONU destaca que sociedades multilingues são essenciais para a preservação de culturas e para o desenvolvimento de uma educação de qualidade para todos, que respeite e valorize a diversidade linguística como um pilar fundamental para o progresso social.
Origem: Nações Unidas






