Um novo estudo científico publicado na revista Health & Place revela que a presença de espaços verdes nas cidades, como jardins e parques, pode desempenhar um papel crucial na saúde da população, especialmente entre os idosos. A pesquisa, que envolveu mais de 600 adultos residentes no Porto, indica que viver próximo a essas áreas pode reduzir a sensação de solidão entre os mais velhos, cujas limitações de mobilidade dificultam o acesso a outras formas de interação social. Ana Isabel Ribeiro, geógrafa e coautora do estudo, enfatiza a importância de garantir que esses espaços estejam disponíveis em distâncias curtas.
Além do impacto positivo na solidão, o estudo destaca que a biodiversidade presente nesses espaços verdes também é fundamental. A interação com elementos da natureza pode ajudar as pessoas a sentirem-se mais conectadas ao mundo ao seu redor, mesmo na ausência de interação humana. Essa conexão, segundo a professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, contribui para mitigar a solidão, proporcionando aos indivíduos uma sensação de pertencimento.
Por fim, os resultados sugerem que a criação e manutenção de espaços verdes acessíveis é fundamental não apenas para fomentar interações sociais e atividade física, mas também como um refúgio para a recuperação mental e emocional. Mariana Ramos Castro, médica da Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde Gaia-Espinho e coautora do estudo, ressalta que essas áreas verdes são essenciais para a promoção da saúde e bem-estar da população, destacando a necessidade urgente de integrá-las no planejamento urbano.
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