Entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro de 2026, a sede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em Lisboa recebeu uma das reuniões anuais do consórcio do projeto EUMeTrain, que se dedica à formação em meteorologia satélite e atualmente encontra-se na fase 5. Durante o encontro, especialistas de diversos países discutiram a utilização de imagens e produtos de satélite para aprimorar a vigilância meteorológica, com foco especial no satélite Meteosat de 3ª geração (MTG-I1), que está em operação desde dezembro de 2024.
O IPMA não só tem promovido briefings sobre o uso desses dados, como também está desenvolvendo módulos de formação sobre temas essenciais como a vegetação, incêndios rurais, água no solo e temperatura do mar. Recentemente, o instituto lançou uma ação de formação online voltada para a problemática dos incêndios. Em 2027, está prevista a realização de outra formação à distância com foco na meteorologia marítima, seguindo um curso prático realizado em 2025 para meteorologistas.
O consórcio EUMeTrain é formado pelos serviços meteorológicos da Alemanha, Áustria (coordenador), Croácia, Finlândia e Hungria, e conta com a participação da EUMETSAT e da EUMETCAL, que apoia a formação de serviços meteorológicos na Europa. As atividades abrangem diversas áreas, incluindo monitorização de fenômenos como convecção, neve e nevoeiro, demonstrando a importância da formação contínua e da cooperação internacional na meteorologia.
O lançamento de novos satélites geoestacionários e de órbita polar está transformando a vigilância de eventos meteorológicos extremos. O MTG-I1, por exemplo, possui um sensor de imagem com 16 canais que permite observações em intervalos de 10 minutos, com alta resolução espacial. Em breve, dados do satélite MTG-S1 e do MTG-I2, que realizarão observações em intervalos ainda mais curtos, estarão disponíveis, juntamente com informações do novo satélite METOP de 2ª geração, que promete uma resolução significativamente melhor em suas imagens. Juntos, esses avanços tecnológicos formarão a base da vigilância meteorológica nas próximas décadas, potencializando a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera





