Investigadores do IPMA, em colaboração com o Laboratório Regional de Veterinária e Segurança Alimentar da Madeira, realizaram uma visita de treino na Universidade de Vigo, de 19 a 23 de janeiro, no âmbito do projeto Eurocigua-2, cofinanciado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA). O objetivo foi aprimorar as capacidades na detecção e determinação de ciguatoxinas em pescado através de técnicas de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa.
As ciguatoxinas são neurotoxinas naturais extremamente perigosas, que representam um risco significativo à saúde humana quando se consome peixe contaminado. Essas toxinas são produzidas por microalgas epífitas, como Gambierdiscus e Fukuyoa, sendo que os peixes herbívoros as incorporam na cadeia alimentar. Embora essa condição seja mais prevalente em regiões tropicais, como Caraíbas e Polinésia, casos de ciguatera têm sido identificados em áreas da Europa, em particular na Madeira e nas Ilhas Canárias.
Este treinamento é parte do esforço contínuo da comunidade científica para desenvolver técnicas analíticas e promover a transferência de conhecimento para instituições públicas, garantindo assim a eficácia de laboratórios responsáveis pela segurança alimentar e pela proteção ambiental, como o IPMA e o LRVSA.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera





