Até o início de julho de 2026, Portugal continental experimentou seis ondas de calor, um fenômeno que tem se tornado cada vez mais frequente nos últimos anos, mesmo em meses que não pertencem ao verão. As ondas de calor foram classificadas como eventos com temperaturas máximas do ar superiores à média climatológica e ocorreram nos meses de fevereiro, março (duas vezes), abril, maio e junho.
Analisando a série histórica dos dados das Estações Meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) desde o início do século XXI, nota-se uma tendência crescente no número de dias em que se registra uma onda de calor. O ano de 2009 destacou-se com 93 dias, seguido por 2017 com 83 dias e 2023 com 80 dias. Recentemente, em 2025, o país teve 74 dias em ondas de calor, e nos primeiros seis meses de 2026, já contabilizou 59 dias.
Os dados revelam que as ondas de calor estão ocorrendo fora do tradicional período de verão, tornando-se mais frequentes também na primavera e, em alguns casos, no outono e até no inverno. A onda de calor que mais impactou o país ocorreu em julho e agosto de 2003, que ficou marcada não apenas pela sua longa duração, mas também pelos recordes de temperatura, como o impressionante 47,3°C registrado na estação meteorológica da Amareleja, um marco que ainda permanece como a temperatura mais alta já registrada em solo continental.
Diante do aumento da frequência e intensidade desses eventos extremos, o IPMA ressalta a importância da monitorização contínua e da implementação de medidas de adaptação para enfrentar as consequências da mudança climática.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera





