O mês de janeiro de 2026 foi marcado por condições climáticas extremas em Portugal continental, sendo considerado “muito chuvoso” pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A precipitação total atingiu valores impressionantes, com uma média de 233,4 mm, o que representa cerca do dobro do que é normalmente registrado para esse período, de 105,0 mm, de acordo com os dados médios de 1991 a 2020.
Além disso, o mês foi classificado como o 14º janeiro mais chuvoso desde 1931 e o 2º desde o ano 2000. A intensidade das chuvas afetou todas as estações meteorológicas analisadas, com 78% delas reportando níveis de precipitação que superaram duas vezes a média do histórico, e 40% com valores entre 2,5 e 3,5 vezes a média.
As temperaturas observadas neste período apresentaram uma média de 9,19 °C, ligeiramente acima do normal, mas ainda assim foram registradas máximas e mínimas que ficaram abaixo dos valores habituais para esta época do ano. A temperatura máxima média foi de 12,71 °C, enquanto a mínima teve uma média de 5,66 °C.
Além da chuva, o vento também trouxe forte impacto ao território, com a tempestade Kristin gerando rajadas superiores a 130 km/h em várias regiões, sendo que a estação de Leiria registrou uma rajada de 156 km/h. Os efeitos da precipitação e do vento levaram a um aumento significativo dos níveis de água no solo, com muitos concelhos apresentando valores próximos da saturação total, especialmente nas regiões do interior Norte e Centro, além do litoral Sul.
Esses dados fazem parte do Boletim Climatológico de janeiro de 2026, que fornece uma análise preliminar do clima até a data de publicação. A forte precipitação e as condições adversas levantam preocupações sobre a gestão da água e os impactos potenciais na agricultura e na infraestrutura em várias partes do país.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera






