O salário mínimo em Portugal, atualmente fixado em 920 euros brutos, levanta preocupações quanto à capacidade de seus beneficiários de realizar investimentos. Com despesas como renda, alimentação e transporte consumindo a maior parte do orçamento mensal, muitos portugueses sentem que a ideia de investir se distanciou da realidade. No entanto, especialistas enfatizam que é possível começar a construir um patrimônio, mesmo com rendimentos modestos, desde que haja um planejamento financeiro eficiente e metas realistas.
A disciplina financeira e a criação de um orçamento mensal são passos cruciais para essa jornada. Utilizando a regra dos 50-30-20, que sugere alocar 50% para necessidades básicas, 30% para lazer e 20% para poupança e investimento, os trabalhadores que recebem o salário mínimo podem encontrar formas de economizar. Exemplos de jovens como Maria e Filipe ilustram que, mesmo com quantias pequenas, é viável iniciar um caminho de investimentos, resultando em um patrimônio significativo ao longo do tempo. Maria, por exemplo, começou investindo 25 euros mensais e, em uma década, pode acumular quase 3.900 euros.
Além de opções tradicionais como fundos de investimento e contas poupança, as plataformas de microinvestimentos se apresentam como uma forma prática e acessível para aqueles que desejam começar a ter lucros com pouco dinheiro. A ênfase no cultivo de hábitos consistentes de investimento, independentemente do montante aplicado, pode transformar a abordagem dos cidadãos em relação à poupança e à construção de um futuro financeiro mais seguro. Com o apoio de ferramentas digitais e produtos financeiros de baixo risco, investir com um salário mínimo torna-se uma possibilidade concreta para muitos portugueses.
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