A investigadora Ana Rita Araújo, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, foi agraciada com uma bolsa para participar no Congresso Europeu de Patologia (ECP 2026), que se realizará em Estocolmo. Este congresso é considerado um dos mais relevantes encontros científicos na área, reunindo especialistas em patologia de diferentes partes do mundo. O apoio financeiro é destinado à cobertura da inscrição e parte das despesas associadas, totalizando aproximadamente 600 euros.
Ana Rita Araújo, que integra desde 2020 o grupo de investigação Ageing and Aneuploidy, liderado por Elsa Logarinho, apresentará três trabalhos focados no envelhecimento e na oncologia, sendo que dois deles são fruto de colaborações com outras equipas do i3S. A investigação destaca a conexão entre ciência básica e prática clínica, um dos pilares do percurso da investigadora.
O primeiro estudo apresentado investiga o papel da proteína FOXM1 no envelhecimento celular e na manutenção da integridade dos tecidos. A investigadora destaca que o FOXM1 é crucial neste processo e que sua estimulação pode abrir novas possibilidades terapêuticas para melhorar a qualidade de vida da população idosa.
Os outros dois trabalhos abordam temas relacionados ao câncer de mama e também surgem de colaborações intra-institucionais. Um dos estudos, que conta com a participação de Sónia Silva, investiga como modificações na tubulina podem ser utilizadas como biomarcadores preditivos da resposta a quimioterapia em pacientes com câncer de mama, visando a personalização dos tratamentos.
O terceiro trabalho, em cooperação com Sandra Tavares, foca no câncer de mama triplo-negativo, um subtipo particularmente agressivo. Esta pesquisa identificou duas proteínas que apresentam comportamentos antagônicos nas células tumorais, incluindo a enzima FER, cuja presença está associada a um pior prognóstico. As descobertas podem ter implicações importantes para o diagnóstico e o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.
Para Ana Rita Araújo, a bolsa não é apenas um reconhecimento do seu trabalho, mas também uma afirmação da sua visão profissional que abrange tanto a pesquisa científica quanto a medicina. A sua participação no ECP 2026 vai além da apresentação dos resultados; representa uma ampliação da visibilidade do papel da patologia na integração entre laboratório e clínica, demonstrando como a especialidade pode servir de elo entre as inovações científicas e a prática médica diária.
Origem: Universidade do Porto






