A inteligência artificial (IA) está avançando rapidamente de uma fase de experimentação para uma implementação efetiva em diversos setores ao redor do mundo, de acordo com o novo Relatório IA para o Bem, lançado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Este estudo destaca que a IA não apenas está se tornando mais autônoma, mas também desempenhando um papel crucial na transformação dos serviços públicos, mercados e sociedades.
Com a crescente autonomia da IA, que agora é capaz de planejar, decidir e coordenar tarefas com menor supervisão humana, a UIT enfatiza a necessidade de um monitoramento mais rigoroso por parte dos governos e instituições. Essa mudança é reflexo de um movimento global onde a IA é vista como um ativo estratégico, comparado à gestão de sistemas energéticos. Países estão, portanto, investindo em infraestrutura tecnológica e na capacitação de suas capacidades computacionais para garantir que essa evolução tecnológica ocorra de forma segura e benéfica.
Entre os pontos positivos destacados pelo relatório, o uso de ferramentas de IA na educação tem mostrado resultados promissores, especialmente em regiões que enfrentam escassez de professores. Essas tecnologias estão ampliando o acesso à educação de qualidade, enquanto na área da saúde, a IA está contribuindo para diagnósticos mais precisos e uma detecção mais precoce de doenças. Além disso, no contexto das mudanças climáticas, a IA tem sido instrumental no monitoramento ambiental e na otimização de sistemas energéticos, fornecendo alertas sobre eventos climáticos extremos.
Entretanto, o relatório também alerta para os desafios associados ao crescimento da IA. O consumo de energia pelos data centers dedicados a essa tecnologia já representa aproximadamente 1,5% do consumo global, e esse número deve dobrar até 2030. Preocupa igualmente a possível disrupção no mercado de trabalho, uma vez que o Fórum Econômico Mundial estima que milhões de empregos possam desaparecer ou ser transformados até o final da década. Embora a criação de novos empregos seja prevista, a mudança nas habilidades exigidas provocará uma pressão significativa sobre os sistemas educacionais e o mercado de trabalho global. Com isso, a adaptação a essas transformações deve ser rápida e eficaz para garantir que a sociedade colha os benefícios da IA sem sacrificar o bem-estar dos trabalhadores.
Origem: Nações Unidas






