Durante a Semana do Clima de Mumbai, na Índia, duas agências da ONU, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), anunciaram iniciativas voltadas para combater o calor extremo, uma questão cada vez mais crítica na região do Sul da Ásia. As propostas foram desenvolvidas em resposta ao aumento das temperaturas e seus impactos na saúde e na economia local.
As iniciativas, financiadas pela Fundação Rockefeller e pela Wellcome, fazem parte do Programa Conjunto OMS-OMM sobre Clima e Saúde. De acordo com Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, o Sul da Ásia é uma das áreas mais afetadas pelos efeitos do calor extremo, que já resulta em números alarmantes de fatalidades.
Uma das principais inovações é o estabelecimento do South Asia Climate–Health Desk, uma plataforma destinada a melhorar a comunicação entre informações climáticas e ações práticas para a saúde pública. Este gabinete se destaca por integrar investigação e operações, desenvolvendo ferramentas como sistemas de alerta precoce e avaliações de risco, que são vitais para mitigar os efeitos do calor intenso.
Outra iniciativa, o Consórcio de Pesquisa Científica do Sul da Ásia, tem o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre os impactos do calor nas diversas populações da região. Esse consórcio buscará criar limiares de risco adaptados à realidade local, com o intuito de fortalecer planos de ação e preparar melhor as comunidades para o aumento das temperaturas.
Estudos recentes indicam que a Ásia está aquecendo quase duas vezes mais rápido que a média global, resultando em fenómenos climáticos extremos que ameaçam a saúde pública e as economias. Exemplos concretos incluem a previsão de 247 bilhões de horas de trabalho perdidas na Índia em 2024 e a drástica perda de cerca de US$ 194 bilhões associada ao calor.
Em resposta a estes desafios, as fundações Rockefeller e Wellcome anunciaram um investimento de 11,5 milhões de dólares para apoiar o Programa Conjunto OMS-OMM. O objetivo principal é promover uma colaboração mais estreita entre os setores de saúde e meteorologia, garantindo que as informações climáticas vitais sejam utilizadas na proteção das comunidades.
Com estas iniciativas, o Sul da Ásia se destaca como uma região inovadora na implementação de abordagens integradas que conectam ciência, monitoramento climático e saúde pública, um passo crucial para enfrentar os novos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Origem: Nações Unidas






