A taxa anual de inflação na zona euro registrou um leve aumento em fevereiro, atingindo 1,9%, um aumento de 0,2 pontos percentuais em relação a janeiro. O Eurostat confirmou esses dados nesta quarta-feira, 18 de março, indicando que, embora haja uma aceleração em comparação ao primeiro mês do ano, a inflação ainda está abaixo do nível observado no mesmo período do ano passado, que foi de 2,3%. Por outro lado, a inflação na União Europeia ficou em 2,1% em fevereiro, comparada a 2,0% em janeiro, com uma redução em relação aos 2,7% de um ano atrás.
Entre os 27 Estados-membros da UE, a medição da inflação é feita pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IPHC). Neste quesito, a Dinamarca destacou-se com a menor inflação (0,5%), seguida por Chipre (0,9%) e pela República Checa (1,0%). Em contraste, a Romênia apresentou a inflação mais alta (8,3%), acompanhada pela Eslováquia (4,0%) e Croácia (3,9%). Em Portugal, a inflação subiu para 2,1% em fevereiro, um incremento em relação a janeiro, mas uma desaceleração se comparada ao ano anterior.
Os dados também revelaram um impacto significativo das principais componentes na inflação da zona euro. Os serviços, alimentação, álcool e tabaco, assim como os bens industriais não energéticos, apresentaram contribuições positivas. Entretanto, a energia foi a única exceção, contribuindo negativamente e refletindo uma variação de preços que caiu de -4% em janeiro para -3,1% em fevereiro. Especialistas indicam que os efeitos da guerra no Irã, que agravou-se no final de fevereiro, ainda não estavam totalmente refletidos nos indicadores de preços, mas esperam que o choque energético influencie a inflação nos meses subsequentes.
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