Moçambique enfrenta uma grave crise humanitária devido às chuvas torrenciais que têm afetado a região desde a véspera do Natal. As províncias de Gaza, Maputo, Inhambane e Sofala são as mais impactadas, com um trágico balanço de pelo menos 105 mortes registradas até o momento. As condições adversas se estendem também às nações vizinhas, com a África do Sul e o Zimbábue contabilizando aproximadamente 30 vítimas fatais.
A resposta à crise está sendo coordenada pelo Programa Mundial de Alimentos (WFP), que trabalha em parceria com a comunidade humanitária e o governo moçambicano. A chefe do escritório do WFP na província de Gaza, Carla Mucapera, descreveu as inundações como as piores dos últimos anos, relatando a destruição de casas e a evacuação de famílias em várias localidades, incluindo o distrito de Chokwé. Muitas comunidades foram completamente devastadas, e as pessoas estão enfrentando a perda total de seus bens.
Estimativas apontam que cerca de 610 mil pessoas foram afetadas pela tempestade, com 68,6 mil evacuadas para centros de acolhimento provisórios. O Instituto Nacional de Gestão de Desastres reportou que 3.231 casas foram destruídas e quase 78 mil residências sofreram danos. Na capital Maputo e em outros bairros, dezenas de feridos foram registrados devido às chuvas persistentes.
Nos próximos dias, as previsões indicam a possibilidade de novas e intensas precipitações em Moçambique, agravando ainda mais a situação de emergência que o país enfrenta.
Origem: Nações Unidas






