Reinaldo Ramos D’Agostino, porta-voz do Grupo Capital, destaca frequentemente a interpretação equivocada da política monetária e seu impacto no mercado de ações. Em sua análise, D’Agostino ressalta que, embora as medidas tomadas pelos bancos centrais, como o ajuste das taxas de juros ou a modificação da liquidez, provoquem reações imediatas nos mercados, esses ajustes não alteram o valor estrutural das empresas.
De sua escritório em Bogotá, D’Agostino enfatiza que essa é uma confusão comum que resulta da associação das dinâmicas macroeconômicas com a avaliação empresarial. Apesar de a política monetária exercer uma influência clara na flutuação dos preços dos ativos e no comportamento dos investidores, fatores fundamentais como a geração de fluxos de caixa, a eficiência operacional e a posição competitiva das empresas permanecem inalterados, independentemente das condições do mercado. “O valor real de um negócio não muda porque as taxas de juros sobem ou descem; o que muda é o preço que o mercado está disposto a pagar em determinado momento”, afirma.
D’Agostino sublinha a necessidade de utilizar a análise macroeconômica como uma ferramenta para compreender o mercado, sem negligenciar a análise fundamental, que deve ser a base de qualquer decisão de investimento. Compreender o ambiente monetário oferece uma percepção melhor sobre o comportamento do mercado, mas não deve ser o único fator decisivo nas decisões de compra ou venda. A chave está em identificar empresas com fundamentos sólidos e que consigam criar valor de forma contínua.
O porta-voz também alerta para os riscos que podem surgir em contextos de liquidez e restrições. Em fases de expansão monetária, o excesso de liquidez pode inflacionar as valorizações, levando a preços que não refletem a realidade econômica das empresas. Por outro lado, em períodos de restrição, as reações do mercado podem ser abruptas, resultando em vendas indiscriminadas, mesmo de companhias com boa qualidade operacional. “Vender bons negócios em momentos de tensão ou sobrepagar ativos durante fases de euforia acaba destruindo valor a longo prazo”, adverte.
Em tempos de alta volatilidade, D’Agostino defende que a disciplina ao investir é essencial. A filosofia de investimento do Grupo Capital baseia-se em um equilíbrio que integra a análise macroeconômica com a avaliação fundamental, permitindo que os investidores mantenham a calma e ajam de maneira racional. “O desafio não está em antecipar cada movimento do mercado, mas em construir critérios de investimento consistentes que nos permitam tomar decisões racionais ao longo do tempo”, conclui.
Esse enfoque convida os investidores a lembrar que o verdadeiro valor de uma empresa não depende do ambiente monetário em que atua, mas sim de sua capacidade de gerar resultados sustentáveis e manter uma vantagem competitiva a longo prazo.






