Em 2025, a análise do mercado de trabalho português revela que, dentre os 773,0 mil trabalhadores por conta própria, 14,3% (ou 110,9 mil) dependem economicamente de um único cliente, que representa 75% ou mais de seus rendimentos líquidos. Este dado representa uma leve queda de 0,7 pontos percentuais em relação a 2024, indicando uma diminuição na dependência econômica entre esses trabalhadores. Além disso, 11,4% (87,9 mil) afirmaram que são os clientes que estabelecem seus horários, o que caracteriza um tipo de dependência organizacional. No total, 1,9% (14,8 mil) dos profissionais autônomos estão simultaneamente submetidos a ambos os tipos de dependência.
Por outro lado, em um recorte demográfico mais amplo, entre as 8 035,2 mil pessoas com idades entre 16 e 74 anos, 11,9% (957,1 mil) frequentaram educação formal ao longo do último ano, um aumento de 0,2 pontos percentuais em comparação ao ano anterior. No mesmo período, 30,7% (2 465,7 mil) participaram de cursos de educação não formal, o que representa um acréscimo de 2,0 pontos percentuais. Juntas, essas categorias revelam que 37,4% (3 006,4 mil) da população em questão esteve envolvida em algum tipo de atividade educacional ou formativa nos últimos 12 meses.
No que diz respeito à saúde dos trabalhadores, dos 5 275,3 mil empregados, 51,1% (2 696,0 mil) consideraram sua saúde em estado geral bom, embora 0,7% (38,6 mil) relataram limitações severas devido a problemas de saúde que afetam suas atividades cotidianas há mais de seis meses.
No âmbito das políticas públicas e estratégias de desenvolvimento, a Estratégia Portugal 2030 estabelece que a proporção de população desempregada entre 25 e 64 anos que participa de atividades de educação ou formação nas últimas quatro semanas chega a 19,5%. Este valor está apenas 0,5 pontos percentuais abaixo da meta mínima de 20% definida para 2025, evidenciando a necessidade de continuar incentivando o aprendizado contínuo entre os adultos.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





