Cerca de 1,8 milhões de pessoas, representando 17% da população residente em Portugal, viveram em 68 municípios que estavam sob situação de calamidade, conforme divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026. Esses municípios, que cessaram a situação de calamidade a partir de 16 de fevereiro, concentravam 1.133.570 alojamentos, o que equivale a 19% do total nacional. A área abrangida pelos municípios afetados representa 22,3% do país, com uma densidade populacional inferior à média nacional.
Os dados indicam que a estrutura etária dessas regiões é ligeiramente mais envelhecida que a média nacional, com 26,4% da população tendo 65 anos ou mais, em comparação com 23,4% em todo o país. A idade mediana também é superior, com a cifra de 48 anos contra 46 anos do total nacional. Além disso, 63,8% dos alojamentos são ocupados como residência habitual, enquanto 21,8% são secundários e 14,4% estão vagos. O total inclui 1.545 alojamentos coletivos, sendo 62,5% dedicados a apoio social.
Apesar da declaração de fim da calamidade, ainda existem cerca de 26 mil pessoas sem energia elétrica e várias aldeias isoladas devido a alagamentos, com a principal autoestrada do país, a A1, interrompida em Coimbra. A situação se agravou após o colapso de um trecho da via, causado pela ruptura de um dique no rio Mondego durante as recentes cheias. A comunidade local enfrenta agora o desafio de se reerguer enquanto os serviços de emergência ainda estão mobilizados para lidar com as consequências das intempéries.
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