Cerca de 1,8 milhões de pessoas, representando 17% da população residente em Portugal, habitaram em 68 municípios que estiveram sob situação de calamidade em 2021, conforme informou o Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta sexta-feira (13 de fevereiro de 2026). Esses municípios, que vão deixar o estado de calamidade a partir da próxima segunda-feira (16 de fevereiro de 2026), abrangem uma área de 20.565,4 km², correspondendo a 22,3% do território nacional. Com uma densidade populacional de 85,7 habitantes por km², esses locais apresentaram uma densidade inferior à média nacional, que é de 112,2 habitantes por km².
O perfil demográfico dos municípios afetados revela um envelhecimento ligeiramente superior à média nacional, com 26,4% da população com 65 anos ou mais, em comparação com 23,4% a nível nacional. A idade mediana nos municípios em situação de calamidade é de 48 anos, enquanto a média nacional é de 46 anos. Em termos de alojamentos, os dados dos Censos de 2021 mostram que havia 1.133.570 habitações nessas áreas, o que representa 19% do total do país, sendo que 63,8% eram residências principais.
Apesar da declaração de fim da situação de calamidade, cerca de 26 mil pessoas ainda enfrentam dificuldades, como a falta de energia elétrica e acesso a diversas aldeias isoladas por alagamentos. A principal autoestrada de Portugal, a A1, está interrompida em Coimbra devido ao colapso de um trecho causado pela ruptura de um dique no rio Mondego durante as recentes cheias. Essa interrupção afeta a circulação entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte, complicando ainda mais a situação para os residentes da região.
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