Nos dias 24 e 25 de setembro, o Edifício Abel Salazar da Universidade do Porto foi palco da 25.ª Reunião Científica Anual da European Network for the Study of Adrenal Tumors (ENS@T). O evento, organizado por investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e da Unidade Multidisciplinar de Investigação Biomédica (UMIB), em colaboração com o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da U.Porto (i3S), reuniu especialistas de diversos países com foco no estudo dos tumores da glândula suprarrenal.
O programa científico abrangeu tópicos relevantes, como o carcinoma adrenocortical (ACC), feocromocitoma e paraganglioma (PPGL) e adenomas produtores de aldosterona (APA). Durante o encontro, foram realizadas comunicações científicas, apresentações de posters e discussões que fomentaram a colaboração entre investigadores internacionais.
Entre os destaques, Enzo Lalli, de França, partilhou os avanços no carcinoma adrenocortical e sua aplicação clínica, enquanto Alfredo Berruti, da Itália, discutiu o tratamento de PPGL malignos. Verena Wiegering, da Alemanha, abordou os desafios das neoplasias adrenais em crianças.
No intuito de preparar a nova geração de investigadores, foi realizada uma mesa redonda sobre os desafios do início de carreira na investigação, onde Sofia Pereira, docente do ICBAS, enfatizou a importância de criar oportunidades e de promover a mentoria. A ENS@T e a European Rare Diseases Research Alliance (ERDERA) ofereceram bolsas para apoiar a participação de investigadores em início de carreira e premiaram as melhores apresentações.
Outro aspecto relevante da reunião foi a inclusão da perspectiva dos doentes, com uma sessão dedicada a representantes de associações que discutiram a importância da investigação em atender às reais necessidades dos pacientes. Duarte Pignatelli destacou que esta interação é vital para alinhar a pesquisa com os cuidados que realmente fazem a diferença.
O encontro contou com o suporte da ERDERA, dentro da iniciativa Horizon Europe da União Europeia, além de financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e de outras instituições, demonstrando um compromisso forte com a investigação em doenças raras. A organização acredita que a realização deste evento no Porto fortalece os laços entre investigadores portugueses e redes internacionais, visando um avanço significativo no conhecimento e no tratamento dos tumores da glândula suprarrenal.
Origem: Universidade do Porto






