Iberclear, o Depositário Central de Valores espanhol, avançou significativamente ao expandir sua colaboração com a LCH SA, a câmara de compensação central do Grupo da Bolsa de Valores de Londres (LSEG). Essa nova fase permitirá a liquidação de operações com títulos públicos italianos, consolidando ainda mais a aliança da Iberclear no contexto da eurozona.
Antes da ampliação, o acordo entre Iberclear e LCH SA já possibilitava a liquidação de operações com títulos de dívida dos Estados da Espanha, França e Alemanha. Com as novas diretrizes, os membros compensadores poderão também liquidar operações em títulos do Estado italiano, que são negociados nas principais plataformas de trading e irão operar sob a compensação da LCH SA. O serviço está previsto para começar a operar em 2026.
Francisco Béjar, responsável pela Custódia na SIX e Diretor Geral da Iberclear, enfatizou que essa progressão representa um passo crucial rumo à maior eficiência operacional e à redução da fragmentação no panorama da pós-negociação na Europa. Béjar destacou que esta iniciativa facilitará a mobilidade do colateral e promoverá uma gestão mais eficaz da liquidez para os participantes do mercado.
Complementando essa visão, Michel Semaan, responsável global por RepoClear na LSEG, manifestou sua satisfação em relação à colaboração, ressaltando que o esforço conjunto visa otimizar a eficiência e ampliar as ofertas para os membros, fortalecendo a competitividade dos mercados de capitais europeus.
Outro aspecto fundamental deste novo desenvolvimento é a capacidade da Iberclear de liquidar operações no T2S (TARGET2-Securities) utilizando dinheiro do banco central, o que aumentará a segurança, eficiência e robustez do processo de liquidação. Com essa extensão de sua colaboração, a Iberclear reafirma seu compromisso com um modelo de infraestrutura aberto e interoperável, apoiando a liberdade de escolha dos clientes, em linha com os objetivos da União dos Mercados de Capitais.
Essa movimentação estratégica não apenas fortalece a posição da Iberclear dentro do sistema financeiro europeu, mas também apoia a visão de um mercado de capitais unificado e eficiente na União Europeia, contribuindo para a estabilidade e solidez do ecossistema financeiro na região.






