O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou sua saudação à retomada das conversações entre o Irã e os Estados Unidos, que ocorreram nesta sexta-feira em Omã. Em uma nota, Guterres apontou um contexto de crescente tensão em relação ao programa nuclear iraniano e as ameaças de uma possível ação militar por parte dos EUA. As negociações, que marcam o primeiro contato desse tipo desde os ataques aéreos realizados pelos EUA e Israel contra instalações nucleares iranianas em junho do ano passado, foram conduzidas por delegações lideradas por Steve Witkoff e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.
O vice-porta-voz do secretário-geral, Farhan Haq, revelou que Guterres afirmou sua esperança de que as negociações possam ajudar a reduzir as tensões regionais e evitar uma crise mais profunda. O secretário também agradeceu aos países da região, especialmente Omã, por sua contribuição para a realização dessas conversas diplomáticas. Guterres tem consistentemente defendido a desescalada e a resolução pacífica de disputas, destacando que todas as preocupações devem ser abordadas por meio de diálogos pacíficos.
A retomada das conversações ocorre em um momento em que os Estados Unidos intensificaram sua presença militar na região, incluindo a mobilização de um porta-aviões de propulsão nuclear na costa iraniana, numa manifestação de força em meio ao clima de incerteza. Além disso, o alto comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu uma investigação sobre alegados abusos cometidos durante os recentes protestos no Irã, que começaram no final de dezembro devido à crise econômica e social.
As manifestações, geradas pela frustração dos cidadãos com o colapso da moeda nacional e a inflação, rapidamente se expandiram para um movimento de contestação em nível nacional, resultando em uma repressão severa. De acordo com relatos, mais de 2,9 mil mortes foram confirmadas pelas autoridades iranianas, enquanto outras fontes sugerem que o número real pode ser significativamente maior. O Escritório da ONU de Direitos Humanos exigiu investigações independentes sobre as alegações de mortes e violações de direitos humanos, enfatizando a necessidade de responsabilidade e transparência.
Origem: Nações Unidas






