O Governo português determinou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deve lançar um concurso público até ao final de março para a construção e exploração da barragem de Girabolhos, um projeto que se insere no Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos (EFMG). A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, confirmou a decisão em despacho oficial, destacando que a infraestrutura será implantada na bacia hidrográfica do rio Mondego. Esta iniciativa surge num contexto desafiador, com a região de Coimbra ainda a recuperar das recentes cheias que evidenciaram a necessidade de intervenções urgentes na gestão hídrica.
Além de avançar com o concurso, o despacho também especifica que a APA precisa de articular com os municípios e outras entidades administrativas competentes nas áreas de abastecimento de água, energia e proteção civil, de forma a garantir que os interesses públicos sejam devidamente ponderados. O governo enfatiza que a barragem de Girabolhos é fundamental para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos, com enfoques na mitigação de cheias e na valorização do território interior, prometendo reforçar a segurança hídrica e aumentar a capacidade de produção de energia renovável no país.
Durante uma visita à região afetada pelas cheias, o primeiro-ministro Luís Montenegro reiterou a importância da construção da barragem, mas também a necessidade de rever a obra hidrográfica do Mondego, que já apresenta sinais de envelhecimento. Ele enfatizou que, para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, será preciso desenvolver soluções estruturais que permitam ao sistema hídrico resistir a eventos climáticos extremos, garantindo assim a proteção das comunidades e das economias locais. O compromisso do governo é de avançar com a revisão da obra, contando com a colaboração das autoridades locais e da academia para encontrar soluções eficazes.
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