Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, expressou recentemente sua crítica à presença de influenciadores digitais nas escolas portuguesas. Em declarações, Lima destacou que, nos últimos dois anos, pelo menos 80 instituições de ensino receberam esses profissionais, que, segundo ele, “não trazem nada de novo ao processo de aprendizagem”.
A crítica de Lima surge em um momento em que o Ministério da Educação brasileiro está preparando orientações específicas para regular a presença de influenciadores nas escolas, buscando evitar futuras situações que possam desviar o foco do ensino. O presidente da associação enfatizou que a presença desses indivíduos muitas vezes prioriza a promoção de suas marcas pessoais ou projetos, em vez de enriquecer o aprendizado dos alunos.
Essas declarações geraram um amplo debate entre educadores, influenciadores e a sociedade em geral. Enquanto alguns defendem que a interação com figuras públicas pode motivar os alunos e aproximá-los da realidade do mercado de trabalho, outros como Lima acreditam que esse modelo não se alinha aos objetivos educacionais e pode até prejudicar o ambiente escolar.
A discussão está longe de ser encerrada, mas a crescente presença de influenciadores nas escolas levanta questões sobre o papel da educação na era digital e a responsabilidade das instituições em garantir que o foco permaneça na formação acadêmica e no desenvolvimento integral dos estudantes.
Origem: JPN Universidade do Porto






