Um estudo recente conduzido por Óscar Afonso e Nuno Torres Fraca na Faculdade de Economia do Porto (FEP) destaca desafios significativos que podem prejudicar o crescimento econômico em Portugal. Os pesquisadores chamam a atenção para a fraca coesão territorial do país, que, segundo eles, contribui para a desigualdade no desenvolvimento regional. Além disso, a especialização excessiva no setor do turismo é apontada como um fator que torna a economia vulnerável a crises externas, como as vividas durante a pandemia de COVID-19.
Os autores alertam que, enquanto algumas áreas urbanas, como Lisboa e Porto, prosperam devido ao turismo, outras regiões permanecem estagnadas, exacerbando as disparidades socioeconômicas. Este desequilíbrio não só afeta o bem-estar da população, mas também a capacidade de inovação e resiliência da economia nacional.
A proposta de Afonso e Torres Fraca inclui um apelo por políticas públicas que promovam uma diversificação econômica mais equilibrada e incentivem o desenvolvimento de setores como a tecnologia e a indústria, que podem gerar empregos sustentáveis e impulsionar regiões menos desenvolvidas. O estudo conclui que, para um crescimento econômico sustentável, é essencial que as autoridades abordem essas questões de forma integrada e com uma visão de longo prazo, promovendo uma coesão regional que beneficie todo o país.
Origem: Universidade do Porto





