O início de 2026 deverá ser marcado por temperaturas acima da média em vastas áreas do Hemisfério Norte, incluindo regiões tropicais, de acordo com um alerta emitido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). A análise dos especialistas reflete a persistência dos padrões de La Niña, que continuam a impactar a precipitação no Oceano Pacífico, enquanto anomalias distintas de temperatura são observadas no Atlântico e no Índico.
Entre setembro e novembro do ano anterior, a maioria dos oceanos apresentou temperaturas de superfície do mar superiores à média, exceto na região central e oriental do Pacífico equatorial. O Pacífico Norte extratropical experienciou um aquecimento notável, enquanto o Pacífico equatorial passou por um leve resfriamento, característica de um fenômeno de La Niña fraco. Essa diferença de padrão é acompanhada de um acentuado gradiente entre as temperaturas do Pacífico e do Atlântico, resultando em variações significativas nos regimes de chuva ao redor do planeta.
Durante o período de janeiro a março de 2026, espera-se que as anomalias frias do Pacífico equatorial comecem a se dissipar, sugerindo uma transição para condições climáticas neutras. No entanto, as temperaturas acima da média na parte ocidental do Pacífico deverão manter um gradiente leste-oeste acentuado, refletindo padrões atmosféricos similares aos de La Niña.
Em relação ao Oceano Índico, o Dipolo do Oceano Índico, uma oscilação climática irregular, permanece em fase negativa, influenciada pelas temperaturas elevadas no leste do oceano, enquanto as condições no Atlântico equatorial variam entre temperaturas acima da média no norte e próximas da média no sul.
Modelos climáticos globais projetam uma forte probabilidade de que a superfície terrestre apresente temperaturas acima do normal em grande parte do Hemisfério Norte, com algumas regiões do Hemisfério Sul, como o norte da Nova Zelândia e o sul da América do Sul, também se preparando para temperaturas elevadas. Em contrapartida, há expectativa de um volume reduzido de chuvas em algumas partes do sul da América do Norte, nordeste da América do Sul e leste asiático, enquanto áreas como o Caribe e norte da Europa e da Ásia devem registrar um aumento na precipitação.
Essas previsões destacam a complexa dinâmica entre as anomalias oceânicas e atmosféricas, fundamentais para entender os padrões climáticos globais futuros.
Origem: Nações Unidas






