O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, empossou hoje Luís Neves como o novo ministro da Administração Interna (MAI), substituindo Maria Lúcia Amaral, que apresentou sua demissão em meio a intensas críticas sobre a gestão da resposta à tempestade Kristin. Esta mudança representa a primeira alteração na estrutura do XXV Governo Constitucional, que é liderado pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro desde há quase nove meses, e reflete uma tentativa de reestruturação em resposta aos desafios recentes enfrentados pela administração.
Luís Neves, que ocupava o cargo de diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) desde 2018, afirmou que sua decisão de aceitar o novo desafio foi “difícil”, mas que ele está comprometido e “sem reservas” em sua nova função. Durante sua posse, no Palácio de Belém, Neves desconsiderou qualquer hipótese de conflito de interesses, destacando que o papel do diretor nacional da PJ é de organização e provimento de recursos, e não de investigação direta. “O diretor nacional não investiga ninguém”, assegurou, enfatizando a importância de uma gestão transparente e eficaz dentro da instituição.
Com uma longa trajetória na área da investigação criminal, Neves traz consigo uma vasta experiência em temas como crime violento, terrorismo e extremismo, tendo liderado diversas operações durante sua carreira. Antes de assumir a direção da PJ, ele foi responsável pela Unidade Nacional Contra-Terrorismo e pela Direção Central de Combate ao Banditismo. A sua nomeação é vista como uma oportunidade de consolidar a segurança pública em Portugal e de reforçar a confiança na resposta das autoridades a novas emergências.
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