Três Engenheiros Acusados de Roubo de Segredos Comerciais Relacionados à Tecnologia de Processadores da Google
Na Califórnia, a justiça dos Estados Unidos apresentou acusações contra três engenheiros residenciais de San José, relacionados a uma suposta conspiração de roubo de segredos comerciais. Os acusados são Samaneh Ghandali, de 41 anos, Mohammadjavad Khosravi, de 40 anos, e Soroor Ghandali, de 32 anos. Eles são suspeitos de extrair informações sensíveis, especialmente documentação ligada aos SoCs Tensor usados pela Google em seus celulares Pixel.
De acordo com o Departamento de Justiça, o caso vai além de uma simples violação isolada, descrevendo um padrão de movimentação de informações confidenciais, transferindo-as para locais não autorizados e tomando medidas para ocultar provas. Os acusados foram indiciados por conspiração para roubo de segredos comerciais, além de roubo e tentativa de roubo, e obstrução da justiça. Eles foram detidos e compareceram a um tribunal federal em San José no dia 19 de fevereiro de 2026.
O impacto do caso na indústria de tecnologia é significativo, já que os SoCs (System on Chip) modernos, como os utilizados pela Google, são centrais para o desempenho dos smartphones. A acusação alega que a informação subtraída inclui segredos relacionados à segurança do processador e criptografia, e que as irmãs Ghandali, que trabalharam anteriormente na Google, obtiveram acesso a informações confidenciais durante seus empregos em empresas de tecnologia.
A acusação detalha como a suposta extração de informações teria ocorrido, incluindo o uso de dispositivos pessoais e transferências de dados para locais não autorizados, como o Irã. Um método inusitado de movimentação de documentos foi registrado, com Samaneh Ghandali transferindo centenas de arquivos para plataformas de comunicação de terceiros, utilizando canais atribuídos aos três acusados.
Além disso, o caso apresenta uma dimensão preocupante de estratégias para evitar a detecção, onde os acusados tentaram ocultar suas atividades por meio de declarações falsas, exclusão de arquivos e registros, e capturando imagens de telas de computadores ao invés de transferir documentos digitalmente.
Cada um dos acusados enfrenta penas severas, podendo pegar até 10 anos de prisão e multas de 250 mil dólares por cada acusação de conspiração ou roubo de segredos comerciais, além de até 20 anos por obstrução de um procedimento oficial. Em total, o caso conta com 14 acusações graves, destacando a dificuldade das grandes empresas em proteger suas informações internas contra ameaças que surgem de dentro.






