David Ramos, um aluno do 12.º ano oriundo de Odivelas, conquistou recentemente o 3.º lugar na 10.ª edição do Prémio António Amorim, promovido pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Este reconhecimento surge na sequência de sua participação no programa Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2025, onde teve a oportunidade de mergulhar nas atividades de investigação científica do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S).
Durante a semana de 30 de junho a 4 de julho, David integrou um projeto em que se exploraram biomateriais e dispositivos médicos antibacterianos e cardiovasculares, sob a orientação de Inês Gonçalves, líder do grupo Advanced Graphene Biomaterials. O principal foco da pesquisa centrou-se na preparação e caracterização física e biológica desses materiais, com o intuito de prevenir e tratar infeções e doenças cardiovasculares.
O estudante participou ativamente em atividades experimentais, envolvendo desde a manipulação de vasos sanguíneos humanos até a impressão 3D de próteses vasculares. Além disso, ele teve a chance de realizar ensaios para entender melhor as propriedades físicas dos biomateriais, o que refletiu em sua compreensão sobre a aplicação dos estudos no desenvolvimento de dispositivos médicos cardíacos.
As investigadoras responsáveis por sua orientação destacaram o elevado interesse e a curiosidade científica demonstrada por David, além de sua participação entusiástica. Sua iniciativa em elaborar um relatório detalhado sobre as atividades foi fundamental para a sua candidatura ao Prémio António Amorim, onde teve um desempenho notável.
A edição deste ano do prêmio foi organizada pela associação ATG, formada por ex-alunos do Programa Doutoral em Biologia Básica e Aplicada (GABBA) da U.Porto, em colaboração com a Ciência Viva, reforçando a importância da formação científica na juventude. Esta experiência, sem dúvida, abre portas para o futuro acadêmico de David Ramos e inspira outros jovens a se envolverem em projetos de pesquisa.
Origem: Universidade do Porto






